
O Tribunal de Contas do Estado de Goiás aprovou, nesta terça-feira (16/6), o parecer prévio das Contas Anuais do Governo de Goiás referentes ao exercício de 2025. A análise, conduzida sob relatoria do conselheiro Sebastião Tejota, contempla o último ano completo da gestão do ex-governador Ronaldo Ramos Caiado (PSD). O relatório aponta que o Estado cumpriu integralmente as exigências constitucionais, especialmente nas áreas de saúde e educação, além de respeitar os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o relator, os gastos com pessoal permaneceram controlados, atingindo 50,7% da receita corrente.
A Secretária de Estado de Economia, Renata Lacerda Noleto, avaliou que o resultado reforça a consistência da política fiscal adotada pelo Estado. De acordo com ela, a aprovação evidencia uma gestão comprometida com a responsabilidade, transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos.
No mesmo sentido, o superintendente Central de Contabilidade, Ricardo Borges de Rezende, afirmou que as recomendações apresentadas pelo tribunal serão analisadas e incorporadas ao aprimoramento contínuo da gestão. Já o subsecretário do Tesouro Estadual, Wederson Xavier de Oliveira, destacou que o parecer confirma a solidez das finanças públicas e a qualidade das informações contábeis.
Indicadores em destaque
Entre os principais dados apresentados, o relatório evidencia crescimento da arrecadação, manutenção do equilíbrio fiscal e ampliação dos investimentos. Em 2025, a receita líquida do Estado atingiu R$ 49,6 bilhões, enquanto os investimentos somaram R$ 7,21 bilhões — o maior volume da série histórica em termos reais.
As disponibilidades de caixa chegaram a R$ 13,9 bilhões, garantindo elevada capacidade de pagamento. O documento também registra redução significativa do endividamento, com a dívida consolidada equivalente a 62,6% da Receita Corrente Líquida, o menor índice desde a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Outro avanço relevante foi a conclusão da transição do Regime de Recuperação Fiscal para o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), com estimativa de economia de R$ 26 bilhões ao longo de três décadas.
Com a emissão do parecer prévio, o processo segue agora para a , responsável pelo julgamento final das contas estaduais.

