O senador Vanderlan Cardoso reforçou, no último dia (19/6), seu compromisso com a pesquisa científica ao oficializar a entrega de equipamentos adquiridos por meio de emendas parlamentares destinadas à Universidade Federal de Goiás (UFG). Os investimentos somam R$ 7,44 milhões — cerca de R$ 8 milhões — e contemplam laboratórios que desenvolvem estudos nas áreas de genética, doenças neurodegenerativas, câncer, agricultura sustentável, inovação tecnológica e formação acadêmica.
Embora grande parte de sua atuação parlamentar seja direcionada para obras de infraestrutura, saúde e custeio de serviços públicos, Vanderlan também tem priorizado recursos para a ciência e a inovação, reconhecendo a importância das pesquisas para o desenvolvimento social, econômico e tecnológico de Goiás e do Brasil.
A agenda teve início no Instituto de Ciências Biológicas (ICB), onde pesquisadores desenvolvem bioinsumos produzidos a partir de fungos nativos do Cerrado. A tecnologia poderá reduzir significativamente o uso de defensivos químicos em culturas como soja, tomate, arroz e cana-de-açúcar, contribuindo para uma agricultura mais sustentável.
Coordenada pela professora Leila Garcês de Araújo, a pesquisa recebeu dez equipamentos de última geração adquiridos com recursos destinados pelo senador, totalizando investimento de R$ 512 mil. “Os fungos do Cerrado possuem grande potencial para gerar produtos biológicos capazes de reduzir o uso de agrotóxicos. Esses equipamentos representam um avanço fundamental para que possamos desenvolver um bioproduto inteiramente produzido pela UFG”, destacou a pesquisadora.

A maior parte dos recursos foi destinada ao Núcleo de Pesquisas em Neurogenética (NeuroGene), que recebeu mais de R$ 3,1 milhões para a aquisição de equipamentos voltados aos estudos sobre doenças neurodegenerativas e genéticas, entre elas a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), enfermidade que ainda não possui cura, além da retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira no país.
Entre os equipamentos adquiridos está o sequenciador genético NextSeq 2000, considerado uma das tecnologias mais avançadas para análise de DNA. O equipamento amplia a capacidade de identificação de alterações genéticas em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o diagnóstico e o avanço das pesquisas sobre doenças raras.
Segundo o professor Rodrigo da Silva Santos, coordenador do NeuroGene, a chegada da nova tecnologia coloca a universidade em um novo patamar científico. “Poucos laboratórios possuem uma estrutura dessa magnitude em Goiás. Agora teremos condições de realizar análises genéticas muito mais aprofundadas, ampliando o conhecimento sobre doenças que ainda desafiam a medicina”, afirmou.

Durante a visita, Vanderlan ressaltou que investir em ciência significa investir diretamente na melhoria da qualidade de vida da população. “Tenho orgulho de apoiar a ciência produzida em Goiás. São pesquisadores que dedicam suas vidas à busca de respostas para doenças que ainda não têm cura. Os resultados não aparecem de forma imediata, mas representam esperança para milhares de famílias e contribuem para transformar vidas”, declarou o senador.
A reitora da UFG, professora Sandramara Matias Chaves, destacou que o apoio parlamentar tem sido decisivo para o fortalecimento da pesquisa científica na instituição. “Investir em pesquisa exige visão de futuro. O senador Vanderlan tem demonstrado esse compromisso ao apoiar nossos pesquisadores, fortalecer nossos laboratórios e contribuir para a formação de novos profissionais”, afirmou.
Além dos investimentos em pesquisa, os recursos também permitiram a aquisição de 600 computadores e notebooks destinados às atividades acadêmicas, em um investimento de R$ 3,5 milhões, além da modernização do Laboratório de Ensaios Tecnológicos em Transporte, localizado no campus da UFG em Aparecida de Goiânia.
Somados, os investimentos fazem parte de uma atuação que já ultrapassa R$ 50 milhões destinados pelo senador Vanderlan Cardoso para iniciativas voltadas à educação, ciência, tecnologia, inovação e pesquisa em Goiás. Em um cenário de restrições orçamentárias para universidades públicas, os recursos têm contribuído para a modernização da infraestrutura científica, o fortalecimento da produção de conhecimento e o desenvolvimento de soluções com impacto direto na saúde pública, na agricultura e no avanço tecnológico do estado.

