O Governo de Goiás ampliou, nesta quinta-feira (8/10), a ofensiva contra organizações criminosas com a deflagração da 18ª fase da Operação Destroyer. Desde o início da operação, em 2023, mais de 860 medidas judiciais foram cumpridas e ultrapassam R$ 470 milhões os valores bloqueados de grupos investigados.
A estratégia reúne investigações de longo prazo, integração entre forças de segurança e ações voltadas à descapitalização das facções. O objetivo é atingir não apenas integrantes envolvidos diretamente no tráfico de drogas, mas também fornecedores, distribuidores, lideranças e estruturas financeiras que sustentam as atividades criminosas. “A maior operação contra facções criminosas da história de Goiás continua. A Destroyer já bloqueou quase R$ 500 milhões das facções criminosas, asfixiando o coração financeiro do crime organizado”, afirma o governador Daniel Vilela. “A vida de bandido em Goiás só piora. Aqui, é tolerância zero contra o crime.”
Nova fase resulta em 11 prisões
Batizada de Domini Veteres, a 18ª fase da operação teve como alvo uma organização responsável pelo fornecimento e distribuição de drogas entre Goiânia e a cidade de Goiás. A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) e mobilizou cerca de 50 policiais. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados judiciais, sendo dez de prisão preventiva e nove de busca e apreensão.
Todos os dez mandados de prisão foram cumpridos. Durante as buscas, uma pessoa também foi presa em flagrante por envolvimento com drogas, elevando para 11 o número de detidos nesta etapa da operação. Os policiais apreenderam ainda entorpecentes, armas de fogo e munições.
De acordo com as investigações, três suspeitos, sendo dois deles irmãos, seriam responsáveis pelo envio das drogas de Goiânia para a cidade de Goiás. Outros sete investigados atuariam na distribuição e revenda dos entorpecentes.

Inteligência conecta investigações

A investigação teve início a partir de uma prisão realizada em 2026. Com autorização judicial, os investigadores analisaram dados extraídos de um aparelho celular apreendido e identificaram uma estrutura de distribuição de drogas que conectava a capital ao município de Goiás.
O trabalho de inteligência permitiu identificar os responsáveis pelo fornecimento dos entorpecentes e outros integrantes envolvidos na comercialização. A partir dessas informações, a Polícia Civil aprofundou as investigações e chegou aos alvos da nova fase.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, as diferentes etapas da Destroyer fazem parte de uma estratégia integrada de combate às organizações criminosas. “São operações que não são estanques. Elas estão interligadas umas às outras, com o objetivo de promover o desmantelamento dessas facções criminosas”, explica.
A integração entre delegacias especializadas, grupos de repressão ao narcotráfico e unidades regionais permite ampliar o alcance das investigações em diferentes regiões de Goiás. Em fases anteriores, o trabalho também contou com a participação de forças de segurança de outros estados, além da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.
Descabitalização atinge estrutura financeira
O bloqueio de patrimônio e recursos financeiros é considerado um dos principais pilares da estratégia adotada pelo Governo de Goiás. Ao atingir valores e bens vinculados aos grupos investigados, a operação busca reduzir a capacidade das organizações de financiar o tráfico, manter estruturas de apoio e ampliar sua atuação.
As medidas patrimoniais são realizadas paralelamente às prisões e apreensões, formando uma estratégia que procura enfraquecer as organizações criminosas em diferentes frentes.
Com 18 fases realizadas desde 2023, a Operação Destroyer mantém uma atuação permanente contra as facções criminosas em Goiás, ampliando a identificação de integrantes, conexões, fornecedores e mecanismos utilizados para sustentar as atividades ilícitas.
A nova etapa, conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) da 4ª Delegacia Regional de Polícia, reforça a atuação integrada da segurança pública estadual no combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas.

