
A bola parada defensiva é o maior problema do Athletico na temporada. Contando com os dois gols sofridos desta forma diante do Grêmio, nessa quinta-feira (29), em Porto Alegre, o Furacão foi vazado desta forma 19 vezes no Brasileirão. Isso representa 47,5% dos 40 gols que o time levou na campanha toda, em 33 rodadas até aqui.
O problema, claramente, tem tirado o sono do técnico Odair Hellmann, mas ele é mais profundo. Além da consequência imediata da falha, essa fragilidade também impacta no nível de confiança da equipe. E aí, o trabalho para estabilizar a situação, não é nada simples.
“É uma situação ruim, porque é uma das fases do jogo que define 30%, 35% de partidas, de campeonatos”, diz Hellmann. “Realmente a bola parada defensiva está nos trazendo problemas, está nos tirando a confiança”, completa o comandante.
Com um minuto de jogo a gente quase leva um gol em uma situação de bola parada. Estamos sempre correndo atrás. Isso está nos tirando a confiança. Nos cabe trabalhar muito.
– Odair Hellmann, técnico do Athletico
Odair promete trabalho para corrigir erros
Contra o Tricolor gaúcho, por exemplo, o trio de zaga titular foi formado Arthur Dias, Felipe Aguirre e Esquivel. De acordo com o comandante, o elenco não tem características fortes para enfrentar esse tipo de jogada ensaiada.
O selecionável é o mais alto deles, com 1,88 m, enquanto o colombiano tem 1,86 m. Já o argentino, que é lateral de ofício e tem jogado adaptado à linha de três, tem 1,83 m. O trio não é dos mais altos, fator que certamente tem reflexos em cobranças de falta e escanteio.
“Temos que trabalhar, abaixar a cabeça, reconhecer que precisamos trabalhar e encontrar a solução”, garante Hellmann, que viu o time cair de quarto lugar para quinta colocação, ultrapassado nos critérios pelo Fluminense, mas com os mesmos 54 pontos.
