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    Gleici e a derrota do Brasil virtual | G1 – Rio de Janeiro

    M1 NEWSPor M1 NEWSnovembro 3, 2025Nenhum comentário5 minutos de leitura
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    Gleici na final do 'BBB18'
    A vitória de Gleici Damasceno, ontem no BBB 18, foi a vitória do Brasil Real sobre o país virtual.

     

    Há um Brasil virtual, que se manifesta com especial voracidade nas redes sociais. 

     

    Junto com Indonésia e Índia, o Brasil completa o grupo de países em desenvolvimento que superam em número de conectados as estatísticas dos países desenvolvidos. 

     

    Excluindo-se os EUA, qualquer país desenvolvido entende ser uma perda de tempo e neurônios o uso de redes sociais. 

     

    Preferem viver o mundo real ao invés de longe dele, distante, isolado em uma bolha onde você escolhe quem entra na sua vida, quem sai dela, aceita ou não solicitações de amizade, exibe de sua vida apenas o que quer. Escreve e dirige o roteiro do seu show, do seu próprio Big Brother Brasil. Um mundo seguro e sem acidentes, onde o acaso e o devir não têm vez.

     

    O brasileiro que vive dentro bolha das redes sociais tem a ilusão de que nosso país é uma coisa que não é.

     

    Exemplos: 

     

    Quem acompanha as fotos dos outros em redes sociais, pensa que todo mundo é feliz. E que somos um país fitness, onde a maioria têm o abdômen definido e o mínimo de gordura no corpo.

     

    Quem vê a lista dos youtubers brasileiros de sucesso pensa que não há negros no Brasil.

     

    Quem vive em nossas redes sociais, pensa que o sonho de todo e qualquer brasileiro é viajar exclusivamente para os EUA e a Europa.

     

    E de que que somos todos, absolutamente todos, anti-petistas e a fãs da figura exótica de Jair Bolsonaro.

     

    Quem vive em nossas redes sociais, pensa que brasileiro não acorda cedo pra trabalhar, pega trem e ônibus pra chegar no serviço (confira você mesmo quantas pessoas não escrevem “Estou no busão” nas suas timelines), não passa o dia ralando no corre a ponto de… não ter tempo para redes sociais.

     

    Quem vive nesse país onde aparentemente todos têm o luxo de ter tempo para viver nas redes sociais, conclui que a TV vai acabar. Que a TV aberta, principalmente a aberta, é coisa de gente brega e ultrapassada.

     

    Quem vive na bolha, acha que o artista está com os dias contados. Que o mundo será é dos influenciadores digitais.

     

    E assim, os usuários de redes sociais, presos em sua própria auto-ficção, no seu próprio BBB, vivem. 

     

    Vivem?

     

    Pois então. Milagres como Gleici Damasceno e, ironicamente, ferramentas como a TV aberta e, para lá da ironia, um programa que confina participantes em um mundo virtual, apresenta-lhes, enfim, a vida real. 

     

    O país que de fato existe aqui fora.

     

    Semana passada, confirmou-se em pesquisa do Datafolha que a maioria dos Brasileiros votariam hoje em Luís Inácio Lula da Silva. Que Bolsonaro é um fenômeno atípico, com a popularidade, em números, que desfrutava a rinoceronte Cacareco, candidata nas eleições municipais de São Paulo, em 1959.   

     

    E ontem, no BBB, Gleici aconteceu. Acreana. A jovem que sonha em conhecer a África. A militante de esquerda. Como Marielle Franco, outra jovem com coragem suficiente para superar a toda a indução à anti-política que sofremos tornar-se veradora, e lutar a luta que todos os dias nos tentam convencer ser inglória.

     

    O fenômeno anti-político é ainda mais perigoso do que o fascismo, justamente por, entre outras coisas, abrir portas para ele.

     

    No país da bolha das redes sociais, há o militante menos corajoso, geralmente bem nascido nos grandes centros, que decidiu entrar para a política surfando na marola conservadora militando confortavelmente nos teclados e nos videos de YouTube. Adora fazer piadas com lugares como o Acre, dizendo que ele não existe.

     

    Mas há os como Gleici e Marielle, que nasceram e viveram em periferias, e que resolveram de fato desafiar o poder (a milícia no Rio no caso de uma, a questão dos latifundiários do norte do país no caso de outra, a questão feminista no caso de ambas).

     

    Um jovem vive o Brasil virtual, fotoshopado. Tem, lá dentro, o seu sucesso, e lá vive, sem ver nem viver o mundo aqui fora. O outro jovem, vive o real. 

     

    Um, vive de treta de tweet. Outro, de trabalhar em dobro para honrar uns trocados e comprar o livro que o professor da faculdade indicou, chega correndo do trabalho e relaxa uma horinha jantando e vendo sua novela.

     

    Trago novidades: a maioria dos brasileiros vive no Brasil real. A maioria vive fora da bolha. É que, como na Indonésia e na Índia, quem vive na bolha, vive apenas dentro dela. Logo, quem está dentro do invólucro virtual, acha-se não só maioria, mas serem os únicos que existem sob o sol.

     

    Que existem nesse invólucro que os diz o tempo inteiro o que fazer. Onde tudo é controle através do medo: durma cedo, não conteste o valor do teu salário, não saia de casa, compre online, acredite nas notícias que te enviam pelo whatsapp, você está certo e todos estão errados…

     

    A principal sensação que senti ao ir ao Acre palestrar na UFAC (Universidade Federal do Acre), foi a de estar fora da bolha, foi justamente a de estar mais perto do Brasil.

     

    De que o Acre não é longe do Brasil. O Rio de Janeiro é que é.

     

    E de que nós, ai de nós, isolados nos centros, estamos, sempre estivemos, longe de nosso país. Ai de nosso país.

     

    Mas, na noite de ontem, por voto popular, pela tão machucada vontade popular, Gleici aconteceu.

     

    E, ao menos por uma noite, estivemos um pouco menos distantes de nós mesmos.

    (FOTO: Reprodução/BBB)



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