
Tendo acompanhado as conquistas do bicampeonato mundial de seleção brasileira pelo rádio, conferindo mais tarde as imagens na tela do cinema, pois a televisão ainda engatinhava em nosso país. Confesso que com o passar do tempo e, sobretudo, pelo acúmulo de fracassos nas últimas décadas, diminuiu o meu entusiasmo pelo consagrado “Time Canarinho”.
E tenho sentido que baixou o entusiasmo da torcida também. E não adianta vir com essa bobagem do “Brasa”, porque soa ridículo. Não que deixei de assistir aos jogos, amistosos ou oficiais, mas sem o mesmo entusiasmo diante da carência técnica individual da maioria dos jogadores e da limitação dos treinadores nos últimos anos.
Como sou da geração do tricampeonato mundial, com o privilégio de ter convivido, com muitos daqueles craques maravilhosos, profissional e pessoalmente, ficou difícil entender o que se passa com o nosso escrete nacional.
Depois do pentacampeonato, nas asas de fenômenos como Ronaldo, Ronaldinho Gaucho, Rivaldo e outros, a fonte da seleção brasileira secou com algumas gerações decepcionantes de novos jogadores.
Agora, o que se pode esperar do Brasil comandado por Carlo Ancelotti. Um grande treinador, sem dúvida, mas o time não impressiona e não consegue recuperar o otimismo da torcida, por mais boa vontade que tenhamos.
Para os amistosos com a França, em Boston, e a Croácia, em Orlando, dois países que nos eliminaram em mundiais recentes, a zaga não inspira muita confiança; o meio de campo tem o experiente Casemiro e os esforçados Andrey, Danilo, Fabinho, Gabriel Sara e alguns outros sem grandes tremeliques emocionais.
O ataque é mais animador com Martinelli, João Pedro, Matheus Cunha, Raphinha, Vinicius Jr e Endrick.
Sugiro aguardar a evolução técnica do selecionado brasileiro até a Copa do Mundo em junho.