O Athletico vai buscar retomar a ótima campanha no Brasileirão 2026 após a intertemporada causada pela paralisação da Copa do Mundo. Com o Furacão pronto para enfrentar o São Paulo e encerrar o primeiro turno da Série A, o UmDois Esportes faz um resumo do que foi a parada do Mundial e quais são os desafios do Rubro-Negro no segundo semestre.
No que diz respeito às opções no elenco, o departamento médico fez um ótimo trabalho ao recuperar o lateral-esquerdo Léo Dérik e o volante Luiz Gustavo, que sacrificaram dias de folga para realizarem tratamento no CT do Caju.
O Furacão tem agora somente dois desfalques: o goleiro Mycael, que passou por cirurgia no fim de maio, e o meia Bruno Zapelli, que sofreu entorse no tornozelo no último amistoso da equipe.
A principal preocupação no CT do Caju é retomar rapidamente o alto nível de intensidade, que chegou a ser elogiada pelo técnico Carlo Ancelotti. O italiano esteve presente na Arena da Baixada no empate por 1 a 1 com o Flamengo.
“O último jogo, Athletico Paranaense e Flamengo, foi muito intenso. Eu gostei do jogo, da intensidade do Athletico Paranaense e da atmosfera do estádio”, declarou o atual treinador da seleção brasileira.
Para não perder a pegada, o clube fez atividades físicas de maneira online, sob supervisão do preparador físico Anderson Nicolau, homem de confiança do técnico Odair Hellmann. Com os jogadores fisicamente ativos após 15 dias de descanso, o treinador já pôde se preocupar com os exercícios em campo desde o início da preparação, no dia 22 de junho. Ou seja, a equipe teve um mês de preparação.
O desafio do Furacão na segunda parte do Brasileirão
Por mais que a campanha tenha sido ótima (e pode ser classificada como excelente se lembrarmos que a equipe veio da Série B), o time vendeu barato algumas derrotas.
É o caso dos reveses contra Bahia e Atlético-MG, fora de casa, em que o Athletico não esteve em disputa com os rivais, tendo sido um alvo fácil de ser batido. Inclusive, a melhora que deve se tornar realidade é essa campanha longe de Curitiba.
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Na Arena da Baixada, o Athletico tem 77% de aproveitamento dos pontos disputados. Longe da torcida, o número cai para 23,33%. Essa diferença gritante é a maior correção que essa equipe precisa ter para se consolidar no pelotão dos quatro primeiros colocados na reta final do campeonato.
Boca Juniors não serviu de nada: Athletico teve somente um amistoso proveitoso
A goleada por 10 a 0 sobre o Andraus e a derrota por 1 a 0 para o Boca Juniors não podem ser classificadas como úteis. O primeiro teste é aquele para dar moral ao elenco, já que o adversário está em outra prateleira do futebol brasileiro.
Já contra o Boca, apesar da grandeza do clube argentino, o Athletico sofreu com um campo horroroso do estádio da cidade de Salta, na Argentina, e o técnico Odair Hellmann nem conseguiu fazer os testes que gostaria devido à expulsão do goleiro Santos.
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Com isso, pode-se dizer que o único teste real foi contra o Red Bull Bragantino. O resultado não importa tanto, mas o Furacão se mostrou muito pior sem Kevin Viveros. O meia João Cruz e os atacantes Leozinho e Isaac mostraram serviço e devem ter chances nessa retomada.
Enquanto isso, outros nomes como Dudu Kogitski e Bruno Zapelli, como meias, ainda vivem em situações de maior apatia e precisam recuperar o bom nível. O jovem perdeu espaço, enquanto o argentino se dá melhor quando entra de volante. Já o colombiano Jorge Rivaldo se mostrou mais voluntarioso e ganhou pontos.
“Viveros dependência”: como o artilheiro vai voltar?
A ausência de Kevin Viveros nos amistosos contra Boca Juniors e Red Bull Bragantino revelou a extrema importância dele para a equipe. Sem ele, o time sofreu na criação e, principalmente, não teve tanta profundidade ou aproveitamento nos lançamentos. De quebra, o técnico também disse que o atacante de 25 anos convive com dores no joelho.
“Essa dor que ele tem não é de agora, é de um bom tempo. O Viveros já jogou com dor. É uma situação médica administrável, mas que a gente tem que controlar para que não progrida, não tire performance dele e também não o tire de campo”, declarou Odair após o revés para o Bragantino.
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Apesar disso, a comissão técnica enxerga a situação do centroavante como natural. Viveros é um atleta que se cuida e segue as orientações, o que ajudou na recuperação. Com a retomada do Brasileirão, a expectativa é que o El Tren tenha toda a explosão e força física que o difere dos outros atacantes do futebol brasileiro mesmo em meio às tratativas de renovação do contrato.
Viveros deseja aumentar o salário em uma eventual valorização. Cobiçado pelo futebol saudita e sondado por clubes da Europa, o colombiano já admitiu que deseja ficar um bom tempo no Furacão, mas convive com as negociações entre a diretoria e seu estafe.
Reforços não resolvem, mas ajudam
O Athletico anunciou quatro contratações até o momento: os zagueiros Dantas e Bruno Baldini, este último integrado ao time sub-20; o lateral-direito Gilberto Moraes, que estava no Bahia; e o atacante Jorge Rivaldo, comprado junto ao Águilas Doradas, da Colômbia.
Além deles, o atacante Kerwin Vargas ainda não foi oficializado, mas tem um acerto para ser o oitavo colombiano do elenco rubro-negro.
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Nenhum chega com perfil de assumir a titularidade e fazer a diferença para dividir o destaque de Viveros. Porém, todos são contratações que elevam o nível técnico no banco de reservas, o que aumenta a disputa interna com os titulares das posições.
No lado direito, por exemplo, Gilberto Moraes já mostrou que deixou o xará, Gilberto dos Santos, para trás, e deve disputar posição com o argentino Gastón Benavídez. Já no ataque, Rivaldo deve virar o substituto imediato de Viveros, fazendo com que Renan Peixoto tenha menos minutagem.
Nesse contexto, é possível ver a coerência no discurso de Odair Hellmann, que queria atletas que agregassem no elenco. O treinador sempre valorizou o trabalho do elenco, que precisa confirmar o alto nível para que o Athletico consiga confirmar uma vaga na Libertadores do ano que vem.
