Cantora e compositora nascida Maria das Graças Rallo em 10 de maio de 1948, há 78 anos, Claudya preserva – nos limites impostos pelo tempo – a singularidade de voz que sempre conjugou afinação e balanço. A ginga com que cai no pot-pourri de quatro sambas que abre o álbum – “Deixa eu dizer” (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, 1973), “Só que deram o zero pro Bedeu” (Luis Vagner, 1973), “Agora quem ri sou eu” (Claudya e Cristiê, 1973) e “Garra” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1971) – atesta a contínua habilidade da artista para cair no suingue com apurado senso rítmico.

