O governador Ronaldo Caiado e o vice-governador Daniel Vilela entregaram, nesta quarta-feira (17/12), o novo Terminal do Dergo, em Goiânia. Totalmente reconstruído, o equipamento recebeu investimento de R$ 16,5 milhões e integra o Projeto Nova Anhanguera, iniciativa do Governo de Goiás voltada à modernização dos terminais e estações de transporte coletivo ao longo da avenida Anhanguera.
Com a obra concluída, a população passa a contar com um espaço mais amplo, confortável, acessível e seguro. A área total do terminal foi ampliada de 2,3 mil para 3,4 mil metros quadrados, com reestruturação completa das plataformas de embarque, melhoria no fluxo operacional e adequações para atender ônibus elétricos do BRT Leste-Oeste.



Durante a visita às novas instalações, o governador Ronaldo Caiado destacou que a entrega representa a retomada da dignidade no transporte público. “Aqui foi feito tudo de novo. Temos pé-direito alto, conforto para os passageiros, padrão de excelência nos banheiros, áreas adequadas para motoristas, restaurante e integração com a segurança pública. É um terminal no nível que a população merece”, afirmou.

Antes da reforma, o Terminal do Dergo era considerado um dos mais degradados da capital, com infiltrações e estruturas comprometidas. Segundo Caiado, a falta de manutenção ao longo dos anos elevou os custos de recuperação. “Quando não se cuida, tudo se deteriora e a reconstrução se torna muito mais cara. Foram sete anos de muito trabalho para requalificar o transporte coletivo”, pontuou.

Entre as melhorias implantadas estão o sistema integrado de videomonitoramento, gerenciado pela Redemob em parceria com a Secretaria de Segurança Pública; iluminação 100% em LED; novo sistema de drenagem pluvial; espaços comerciais revitalizados; além de salas ampliadas e ventiladas para bilheterias, controle da Polícia Militar e da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC).

Com fluxo diário superior a 25 mil usuários e atendimento a 19 linhas, o Terminal do Dergo é o terceiro equipamento do BRT Leste-Oeste entregue em 2024.

O vice-governador Daniel Vilela ressaltou que a transformação do sistema é resultado de uma decisão política do governo estadual. “O Estado assumiu a responsabilidade de evitar o colapso do transporte coletivo, construindo um modelo moderno, compartilhado com as prefeituras, que subsidia a tarifa e garante investimentos. Não adiantaria subsidiar e manter um serviço precário”, afirmou.
Daniel também destacou que, desde 2019, o valor da passagem permanece congelado em R$ 4,30, mesmo com a ampliação dos investimentos. “Elevamos o padrão do transporte coletivo e garantimos equilíbrio entre qualidade e tarifa”, completou.

O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, comparou o novo terminal a padrões internacionais. “É um modelo semelhante ao de aeroportos, com espaços arejados, comunicação visual eficiente e painéis eletrônicos. Tudo pensado para conforto e funcionalidade”, disse.

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, enfatizou a importância do projeto para estimular o uso do transporte público. “Estamos devolvendo protagonismo ao transporte coletivo, incentivando as pessoas a deixarem o carro e utilizarem um sistema confortável e eficiente”, afirmou.
A requalificação do Terminal do Dergo integra o Projeto Nova Anhanguera, que segue com obras em outros três terminais: Praça A, Senador Canedo e Padre Pelágio. Os novos equipamentos já são planejados para atender demandas futuras, com foco na sustentabilidade, diversificação da matriz energética e melhores condições para passageiros e comerciantes.
Para Rosângela Conceição de Oliveira, que mantém uma lanchonete no terminal há seis anos, a mudança representa um novo momento. “A gente sonha em trabalhar num lugar digno, limpo e organizado. Abraçamos esse projeto com muita alegria”, comentou. Já a aposentada Janine Maria dos Santos destacou a atenção inédita ao espaço. “Nunca tivemos ninguém que olhasse para isso como agora”, afirmou.
Também participaram da solenidade os prefeitos Fernando Pellozo (Senador Canedo), Marden Júnior (Trindade), José Essado (Inhumas) e o presidente da CMTC, Murilo Ulhoa.

