Com a palavra, o dramartugo: “A dramaturgia foi pensada para colocar em cena toda diversidade musical de Moraes Moreira porque, além da música, Moraes também produziu livros, foi cronista, poeta, cordelista… Então essa multiplicidade guiou a escrita, a estrutura narrativa e a seleção das músicas. O mote inicial da dramaturgia é uma canção do disco ‘SerTão’, de 2018, ‘De cantor pra Cantador’, cordel onde Moraes narra a passagem dele de uma função para a outra. Então imagino que Moraes agora é um experiente cantador e, na praça de Ituaçu, canta um cordel sobre o Vaqueiro do Som, personagem que capta, laça as melodias e que é inspirado nele mesmo, mas dentro do universo onírico permitido pela literatura de cordel. O musical é uma realidade fantasiada, um cordel trieletrizado onde o eixo é a diversidade musical de Moraes”, caracteriza o dramaturgo Fábio Espírito Santo.

