Gayer, Magda Mofatto e Márcio Corrêa articulam mudanças no comando estadual da legenda e defendem renovação; Wilder Morais fica fora de ato de apoio a Flávio Bolsonaro
O resultado das eleições em Goiás abriu uma nova frente de articulação dentro do Partido Liberal (PL). Após a reeleição de Daniel Vilela (MDB) para o governo estadual, lideranças da legenda passaram a discutir mudanças no comando do diretório estadual, atualmente presidido pelo senador Wilder Morais, derrotado na disputa pelo Palácio das Esmeraldas.
Segundo informações de bastidores, o senador eleito Gustavo Gayer, a deputada federal reeleita Magda Mofatto e o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, integram o grupo que defende uma renovação na direção estadual do partido. A avaliação atribuída aos articuladores é de que uma aproximação mais ampla com a base de Daniel Vilela poderia ter produzido um resultado eleitoral diferente para o PL em Goiás.
A movimentação também já aparece na agenda política do segundo turno presidencial. Gayer e Márcio Corrêa, ao lado do deputado federal eleito Major Vitor Hugo Araújo, participaram da articulação do encontro que reúne, na tarde desta terça-feira (6/10), em Goiânia, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, o governador reeleito Daniel Vilela e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).
O encontro está marcado para as 14h30 e deverá oficializar o apoio de Caiado e Daniel a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Após o anúncio, os três participarão de entrevista coletiva.
Wilder Morais não participa do ato. O presidente estadual do PL e sua então companheira de chapa, Ana Paula Rezende, não foram convidados para o encontro, segundo informações divulgadas nesta terça-feira. A ausência ocorre poucos dias após a derrota de Wilder para Daniel Vilela na eleição para o governo de Goiás.
Nos bastidores, integrantes do grupo que defende mudanças no comando do PL sustentam que decisões políticas já estariam sendo tomadas sem a participação de Wilder. O movimento em torno do apoio a Flávio Bolsonaro é apontado como um dos primeiros sinais dessa nova articulação interna.
A disputa pelo comando estadual do PL, entretanto, ainda depende dos próximos movimentos da direção nacional e das negociações entre as diferentes lideranças da legenda em Goiás.


