
Acompanhe outros pontos da entrevista com o ministro:
OTIMIZAÇÃO DE CONTRATOS — Os contratos de otimização são superimportantes porque eles estão resolvendo problemas das concessões do passado. Os contratos estavam começando, o Brasil ainda estava adquirindo uma curva de experiência, que hoje é super-relevante para a gente ter contratos melhores, para termos a maior carteira de projetos do mundo, mas também não adianta fazer coisa nova e deixar o passado com problema. Estamos trabalhando nas duas frentes: resolvendo o passado e trazendo coisas novas. Essa otimização de contrato vai garantir muitos novos recursos para investimentos nos contratos que estavam em desequilíbrio financeiro. Vai ser superimportante para o Brasil.
PLANO NACIONAL DE FERROVIAS — As novas ferrovias têm que ser construídas à luz da modernidade. Porque, hoje, há uma competição entre modais. Então, o nosso Plano Nacional para o Desenvolvimento Ferroviário, ele vai visar primeiro carga. O Brasil vem crescendo em carga. Terminamos a Ferrovia Norte-Sul. Estamos avançando com as obras da Ferrovia Transnordestina. São R$ 4 bilhões em obra nesse momento e 5 mil pessoas, aproximadamente, trabalhando nesse momento. Estamos construindo a Ferrovia de Integração Centro-Oeste, em Goiás, ligando a cidade de Mara Rosa, no estado de Goiás, até Água Boa, ampliando a malha ferroviária. O objetivo nacional é, até 2035, nós colocarmos 40% da carga que o país produz nas ferrovias, retirando das rodovias para garantir mais durabilidade e mais segurança para as pessoas. Então, o plano é exatamente enfrentar esse desafio de garantir a migração da carga para o modo ferroviário brasileiro.
PONTE JUSCELINO — A ponte não dimensionada [Juscelino Kubitschek, na BR-226, entre as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO)], no momento em que recebeu três caminhões com grande peso, ela ruiu. O grande problema é que, carregando carga muito pesada, não foi paralisada a passagem de veículos pesados, até que chegou o momento e a ponte colapsou. A gente já tomou essa decisão em vários lugares do Brasil. O DNIT parou, por exemplo, a ponte do Fandango, no Rio Grande do Sul. Recentemente, paralisamos uma ponte no estado da Bahia para dar a manutenção nela. E é só tirar o peso de cima dela enquanto a manutenção está sendo feita, garantindo carros menores. Por isso, duas coisas estão no âmbito das providências: a primeira é a reconstrução da ponte. Nós tivemos três estágios. Tivemos o estágio do salvamento, do resgate das vítimas, que foi liderado pela Marinha Brasileira. E agora nós teremos a reconstrução. O primeiro grande ponto é a implosão do remanescente da ponte, que será feito no próximo dia 2. Nós vamos reconstruir, vamos entregar a ponte reconstruída ainda este ano. E temos condição de observar todas as 9 mil outras obras especiais no Brasil para que isso não aconteça novamente.
MALHA EM PERNAMBUCO — Essa história de que o Nordeste brasileiro tem seis das piores BRs do Brasil talvez não seja um estudo tão recente, já tenha algum tempo. Outro dado relevante é que, em Pernambuco, o Governo Federal, antes do presidente Lula, investiu apenas R$ 218 milhões na malha rodoviária do estado. Em 2023, nós aumentamos para R$ 376 milhões e esse ano passado, de 2024, investimos R$ 677 milhões. Foram R$ 218 milhões no último ano do governo Bolsonaro, contra R$ 677 milhões no ano passado com o presidente Lula. E, em 2025, a nossa expectativa é chegarmos próximo a R$ 800 milhões de investimento na malha rodoviária de Pernambuco, garantindo que a economia do estado volte a crescer.
RONDÔNIA — As rodovias de Rondônia só pioraram de 2016 até 2022, no último ano do governo anterior. Elas caíram de 65%, consideradas boas, para 42%. Nesses últimos dois anos, a BR-364, ela melhorou muito no estado, de Vilhena a Porto Velho. Foi recuperado e hoje Rondônia tem 81% das suas rodovias pavimentadas, consideradas boas. Isso aconteceu porque o governo anterior aplicou, em 2022, apenas R$ 137 milhões o ano todo. Isso garantiu que as rodovias piorassem. Em 2023, nós aplicamos R$ 464 milhões, mais de três vezes mais recursos. E, em 2024, aplicamos R$ 592 milhões contra R$ 137 milhões. Quatro vezes mais recursos. Então, a rodovia já melhorou. Com a concessão que acontecerá agora, em fevereiro, a rodovia vai receber um investimento muito maior, aproximadamente R$ 5 bilhões, para garantir travessias urbanas. A exemplo do que nós fizemos lá na cidade de Itapuã do Oeste, e também na travessia de Jaru, na travessia de Ji-Paraná, e as três pontes que estamos construindo em Cacoal. Também estamos construindo o viaduto de Colorado do Oeste. Entregamos as pontes sobre o rio Araras e Ribeirão, lá na região próxima à ponte de Guajará-Mirim. E vamos também construir a ponte binacional de Guajará-Mirim, que vai ligar Rondônia à Bolívia. São investimentos já feitos.

