Instituição reforça a importância de uma consulta que avalie toda a saúde dos olhos, sem se limitar à medição do grau
Exames de vista rápidos, gratuitos ou oferecidos junto à venda de óculos podem parecer uma alternativa prática, mas exigem atenção. A Sociedade Goiana de Oftalmologia alerta que profissionais não-médicos não estão aptos a realizar esse tipo de exame, que deve ir além da medição do grau e avaliar a saúde dos olhos de forma completa.
É comum caminhar pelas ruas e observar óticas que garantem um exame de vista e um óculos em poucos minutos. Porém, é preciso estar atento ao profissional escolhido, já que a consulta não pode se limitar apenas à medir o grau. Segundo a OMS, 75% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados com prevenção ou tratamento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também indica que mais de 6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual no Brasil, sendo que grande parte dessas deficiências são evitáveis.

O presidente da Sociedade Goiana de Oftalmologia e oftalmologista, Dr. Leiser Franco, esclarece que “o exame oftalmológico é um ato médico e deve ser realizado por um médico oftalmologista, profissional habilitado para diagnosticar e tratar as doenças dos olhos. Exames oferecidos gratuitamente ou por valores muito baixos, quando vinculados à venda de óculos, podem limitar-se apenas à avaliação do grau, sem investigar doenças oculares potencialmente graves. Além disso, a legislação brasileira estabelece que óticas não são locais destinados à realização de consultas médicas. O paciente deve compreender que um exame oftalmológico não tem como objetivo apenas prescrever óculos, mas avaliar a saúde ocular de forma completa”.
No Estado de Goiás, a lei 16.533/09 proíbe que óticas realizem exames de vista, possuam equipamentos médicos e vendam óculos ou lentes de contato sem a receita de um médico. É proibido, inclusive, o anúncio desse tipo de serviço.
Por fim, o especialista relata ser comum receber pacientes que buscaram apenas uma avaliação de grau e tiveram doenças importantes diagnosticadas tardiamente, como glaucoma, catarata avançada, ceratocone e doenças da retina. “Também existem casos de prescrições inadequadas de óculos, tanto com graus incorretos quanto casos em que a pessoa nem precisava de correção óptica”, cita.
Fonte: Com Informações da Comunicação sem Fronteiras


