Na tarde desta terça-feira (30/12), o prefeito de Catalão, Velomar Gonçalves Rios, oficializou o repasse do Hospital Municipal Adib Elias para a Universidade Federal de Catalão (UFCAT). A solenidade contou com a presença do vice-prefeito Nelson Martins Fayad, secretários municipais, vereadores e do deputado federal José Nelto.
Com a transferência, a unidade passa a se chamar Hospital Universitário Adib Elias e será administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação responsável pela gestão de hospitais universitários em todo o país.
Segundo a gestão municipal, a mudança representa um marco para a saúde e para a educação da região Sudeste de Goiás. A integração à rede Ebserh permitirá ampliação de atendimentos especializados, fortalecimento da formação de profissionais de saúde e apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pela UFCAT.
Participação do Legislativo e impacto assistencial
O vereador Gilmar Antônio Neto destacou o papel do Legislativo na viabilização do projeto: “O Legislativo participou ativamente desse processo e hoje vemos o resultado. Este hospital universitário será um patrimônio de toda a região, fruto de união política e respeito ao dinheiro público.”
O secretário municipal de Saúde, Leonardo Pereira Santa Cecília, ressaltou o impacto direto na assistência à população: “A transformação em hospital universitário permite ampliar serviços de média e alta complexidade, atrair especialistas e qualificar o atendimento. Ganha o paciente do SUS, ganha a rede municipal e ganham nossos estudantes, que passam a ter um espaço completo de formação.”
Deputado José Nelto destaca articulação e investimentos
Durante a solenidade, o deputado federal José Nelto ressaltou o trabalho parlamentar para viabilizar a transformação da unidade em hospital universitário e os recursos destinados à estrutura: “Trabalhamos junto à Ebserh, ao Ministério da Educação, Ministério da Saúde e do presidente Lula para que este hospital se tornasse universitário. Garantimos recursos para equipar a unidade e para seu funcionamento. Serão cerca de R$ 54 milhões em investimentos e aproximadamente 1.200 servidores atuando aqui. Este será um dos maiores hospitais da região e um grande patrimônio para Catalão e para Goiás.”
“Dia histórico para Catalão”, afirma prefeito

O prefeito Velomar Gonçalves Rios definiu a transformação como um momento histórico para o município: “Hoje é um dia histórico para Catalão. Estamos entregando um hospital que passa a fazer parte da rede federal e que vai formar profissionais, salvar vidas e movimentar a economia do município. Esse é um passo definitivo para garantir saúde de qualidade e oportunidades para a nossa população.”
A expectativa é que o hospital universitário se consolide como referência regional, contribuindo para a melhoria do atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a expansão dos cursos da área da saúde no município.

Estrutura e gestão

Construído em parceria entre o Governo de Goiás e a Prefeitura de Catalão, o hospital será gerido pela Ebserh, vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
A unidade terá 203 leitos, sendo:
20 de UTI adulto
10 de UTI neonatal
15 de cuidados intermediários para bebês
10 leitos de reserva técnica
O hospital contará ainda com:
ambulatório
centro cirúrgico
pronto atendimento
setor de oncologia
Além de atender ao SUS, a estrutura servirá como hospital-escola para a formação de profissionais de saúde da UFCAT.
Desafios, adequações e início das atividades
O professor Héber de Paula, da área de Comunicação da Ebserh lembrou que o processo de transformação começou antes mesmo da conclusão das obras. Segundo ele, o projeto inicial previa um hospital regional, mas a aquisição de equipamentos e o custeio eram desafios: “Fomos procurados pela gestão municipal e começamos uma peregrinação junto à Casa Civil e ao Ministério da Educação. Após várias tratativas, conquistamos a inclusão da unidade na rede da Ebserh.”
Héber de Paula explicou que o modelo universitário exigiu adequações físicas e estruturais: “Não bastava oferecer leitos e atendimento, era preciso garantir salas de discussão de casos clínicos e ambientes adequados à formação dos estudantes. Assinamos um termo de compromisso entre a Ebserh, a Prefeitura e a UFCAT com todos os detalhes dessas adequações.”
Custeio, investimentos e previsão de funcionamento
O custeio anual do hospital é estimado em R$ 300 milhões. Segundo a reitora, nem o município nem o Estado teriam condições de manter a operação sozinhos, reforçando a importância da gestão federal.
A etapa de equipagem está orçada em aproximadamente R$ 70 milhões. Até o momento, já foram garantidos R$ 54 milhões em parceria com o Ministério da Saúde e apoio da bancada goiana.
Os processos licitatórios para a compra de equipamentos de alto custo estão em preparação, e empresas já iniciaram medições técnicas no prédio.
Quanto aos recursos humanos, a UFCAT pretende utilizar inicialmente concurso público já realizado, com treinamento e implementação de protocolos assistenciais.
A previsão é que o hospital comece a funcionar no primeiro trimestre de 2026, com:
atendimentos em UTI
centro cirúrgico
Ao longo do ano, os serviços devem ser ampliados para:
oncologia
radioterapia
quimioterapia avançada
produção científica

