A regravação de “Beija-me” faz sentido porque, em essência, “Never too soon” é um disco de balanço, de groove. O ritmo pode vir mais calmo – como na quase melancólica “Saudade”, tema ambientado em atmosfera evocativa da bossa nova e cuja letra se resume à repetição do verso-título “Saudade”, palavra existente somente na língua portuguesa – ou quase sempre mais frenético, como no afro-samba-jazz que dá título ao álbum, “Never too soon”, cantado em inglês, idioma bissexto na discografia de Joyce Moreno. Em qualquer andamento, a artista se mostra senhora do ritmo.

